16 de jul de 2011

A Rose For The Apocalypse (2011)

O Draconian vem alcançando seu espaço no Doom Metal com mulheres nos vocais há algum tempo, e se destacam em um estilo cada vez mais abandonado pelas bandas que preferem partir para um sonoridade Symphonic Metal em detrimento do Doom. O Draconian pelo visto manteve intacta sua roupagem Doom, e mais uma vez agradou.

O Disco tem a melhor capa da banda até o momento. O som do Draconian lembra muito o Tristania dos primeiros discos, só que eles fazem pouco uso das orquestrações tão populares no genero.

Todas as músicas tem mais de cinco minutos de duração e são muito bem construídas e ambientadas com a atmosfera Doom criada pelos teclados de Anders que também faz os vocais guturais.

O Draconian é uma banda com mulher no vocal que eu nunca tinha dado a devida atenção, mas admirei muito a proposta da banda em ressuscitar o Doom Metal antigamente praticado por bandas como Within Temptation e Tristania.

O disco se caracteriza por excelentes riffs, vocalizações extremas intercaladas por vocais melódicos da bela Lisa Johansson de quem falarei daqui a pouco, e a atmosfera sombria criada pelos teclados que pouco investem em orquestrações, e bateria de bumbo duplo e em velocidade normal (o que é bom, pois isso a diferencia um pouco daquelas bandas de Doom Metal que tocam bateria bem devagar)

Todas as músicas seguem a mesma formula as tornando dificeis de destacar, mas a minha favorita é a "Elysian Night", mas todas as outras são muito boas. Pegando os outros discos para analisar, o Draconian não mudou quase nada seguindo a mesma formula que já agrada os fãs da banda.

Lisa Johasson não é uma vocalista lírica com um timbre frio como Vibeke Stene, nem uma cantora popular com um timbre angelical como Sharon Den Adel, na verdade ela é uma mistura entre essas duas. O vocal dela é carregado de melancolia o que pode ser sentido pelos tons frios que ela usa, ela tem um perfeito domino do timbre o tornando leve ou pesado de acordo com a interpretação que a música pede.

O Vocal gutural também é de excelente nível e ajuda a dar vida as composições que se tornam dóceis e introspectivas na voz de Lisa. Se você parar para escutar direitinho o vocal do Sr Anders, vai perceber que ele de modo algum se assemelha com os vocais do Death Metal, o que é causado pela sua excelente interpretação que torna a sua voz mais pesada do que o usual e com isso reprime todos os agudos quesão necessários para dar maior velocidade ao som da voz.

O disco peca apenas pelas poucas orquestrações que enriqueceriam melhor o trabalho, por outro lado os riffs de guitarra cobrem bem esse buraco, mas eu fico imaginando como o trabalho seria perfeito se tivesse orquestrações decentes.

O disco melhora a cada audição, o motivo disso é inexplicável e talvez esteja relacionado a absorção do conteúdo das músicas. Ideal para fãs do Tristania com saudades da fase antiga da banda.

Nota: 8,5 ********1/2

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