31 de mar de 2012

Músicas e artistas que eu ouço além do metal

Acho que todos que me conhecem ou que lêem o blog com alguma frequência sabem que eu não ouço apenas estilos "trues" abençoados por Odin. Os leitores conheceram a fase óperistica do blog, onde o autor postou uma serie de coisas sobre estilo, algumas até com alguns erros, pois ainda estava aprendendo sobre o estilo, mas nesse artigo o autor não vai abordar esse gênero, pois destacarei minhas árias preferidas no Opera Guide.


Janelle Monaé  é uma cantora difícil de se classificar já que seu som tem muitas influências do Soul, Funk, R&B e por vezes de música orquestrada, Rap, Pop e Rock. Prefiro inclui-la na nova geração do Soul, movimento musical contemporâneo que busca renovar o estilo restaurando sua essência e injetando inovações no mesmo.

Até um tempo só ouvia 4 músicas dessa cantora, mas depois que fiquei sabendo de sua apresentação no Rock In Rio decidi ouvir seu trabalho com maior atenção e gostei bastante do seu show, que foi um dos melhores do festival.

As músicas que vou apresentar aqui pertencem ao disco The ArchAndroid (Suite II and III), a primeira é "Tighrope" uma canção com boas doses de Funk e Soul temperada com pitadas de Rap que a principio eu resistia por causa do meu preconceito, mas depois que fui abrindo meus ouvidos percebi o quanto esses elementos do Rap enriqueciam a canção.

A segunda se chama "Cold War" é um desfile de técnica por parte da Janelle que manda linhas elegantes de melisma (bem longe das gritarias que estamos acostumados), acompanhadas de uma elegante melodia.





Confesso que acho o trabalho da Rihanna uma verdadeira porcaria, a cantora tem um timbre áspero e em praticamente todas as canções ela força o timbre para ele parecer "bonitinho" o que torna suas canções uma pieguice sem tamanho. No meio de todo esse "lixo sonoro" nós podemos encontrar a excelente "Shut Up And Drive" que foge bastante do padrão "R&B de araque" que a cantora nos propõe. "Shut Up And Drive" é um pop eletrônico com batidas pesadas e pitadas de Rock acompanhadas de uma das poucas interpretações sensuais da Rihanna que funcionam.

Vou deixar aqui também a versão ao vivo da canção para voces verem como ela fica quando tocada por uma banda.






Blutengel é minha banda gótica de Darkwave favorita, o som do grupo atualmente vem recebendo influência de Future Pop (nem me peçam para explicar o que é isso, pois eu não sei, só sei que isso torna o som do grupo mais acessível) o que vem afastando alguns fãs antigos do grupo. Blutengel é o "Iron Maiden" do Dark Electro, e quase todo fã do gênero já passou por uma fase em que adorou esse grupo.

No meio gótico acontece algo parecido com o que ocorre no Heavy Metal e o Blutengel por ser uma das bandas mais populares do gênero sofre preconceito por parte dos "trues" do estilo. Chris Pohl é um cara genial, que consegue injetar uma dose de sensibilidade melódica nas batidas eletrônicas simplesmente incrível.

O som do Blutengel varia entre o sombrio, o macabro, o sensual e a luz, muitas música são um jogo bem arranjado de antítese onde as batidas dançantes/sensuais/sombrias contrastam com a voz densa e escura de Chris Pohl. A banda também conta com backing vocals femininos bem bacanas e há uma certa pitada sinfônica no som do grupo que ajuda muito na hora da construção dos climas.

Os efeitos eletrônicos fogem do padrão monocromatico que impera em muitas bandas que usam batidas eletrônicas como recursos melódicos, e podem transmitir diversas sensações algumas que já foram citadas no paragrafo anterior, além de possuírem quase sempre mais de uma camada.

"Reich Mir Die Hand" parece trilha sonora de uma boate da trilogia de filmes do Blade. Iniciando com um belo arranjo de piano a música logo vira um Darkwave lascivo algo reforçado pelo clipe que explora bastante a sensualidade vampiresca. "Dancing In The Light" mostra que a música gótica foge bastante daquele estereótipo de melancolia pregado pelos leigos, consistindo num belo Darkwave dançante com uma letra que cairia muito bem numa canção do ABBA.

"Natchbringer" é o single mais recente do Blutengel e explicita muito bem a faceta mais sinfônica do grupo, algo que você pode observar em muitas músicas do grupo.




A incrível capacidade da mídia de tornar algo legal em uma coisa chata e batida é algo a ser discutido futuramente, e infelizmente é isso que acontece com Lady Gaga

O disco "Born This Away" é recheado de ótimos momentos, sendo um dos poucos da safra Pop Eletrônico que realmente vale uma audição cuidadosa.

Esqueça aquelas batidas repetitivas e chatas, o disco aqui bebe doses fortes do elegante Eurodance e a variação das batidas cria melodias e climas muito bons.

A sensacional "Judas" com sua batida e clima profano aliado ao refrão viciante e a elementos de OST (que aparecem em outras músicas) é um das músicas mais legais do disco, uma pena que as radio tenham tocada essa canção tantas vezes que ela ficou banalizada.

"Eletric Chapel", apresenta um tipo de batida que tanto nos remete a atualidade quanto aos anos 80, e conta também com um riff muito bacana de guitarra, que descamba em um solo muito legal. outro fator bem legal é a possibilidade de ouvir a voz da Lady Gaga limpa, e perceber o quanto ela melhorou como cantora.

"Yoü And I" é a melhor canção do disco e consiste em uma balada muito bem arranjada com elementos de música Country, Pop oitentista e até Hard Rock, Lady Gaga tem aqui seu melhor desempenho como cantora, com uma interpretação perfeita e fraseado marcante e forte.

O disco Born This Away tem várias faixas interessantes para se destacar, mostrando-se um disco corajoso sem medo de experimentar e um exemplo perfeito de como a música pop pode ser inteligente e rica sem cair em clichê.






Lana Del Rey é a bola da vez para os modistas indies que gostam de pagar de cult e antenado. Apesar disso Lana Del Rey até tem umas canções legais e se nos livrarmos do preconceito com artistas mais alternativos podemos admirar seu som sem problema.

"Videogames" é uma balada muito bonita com uma letra, refrão e melodias marcantes, que infelizmente sofrem com a apatia da Lana Del Rey. "Dark Paradise" é um pop eletrônico triste e intimista com uma letra que remete ao período Ultrarromântico apresentando caracteristicas como: escapismo, evasão, idealização do objeto amado ao mesmo tempo que esse permanece distante.

"Born To Die" apresenta forte influencia de OST e reúne batidas vintage e contemporâneos gerando um resultado bastante interessante, vale também destacar a interpretação mais lasciva de Lana em uma das partes do refrão.



28 de mar de 2012

Aliança Negra 2012 - Rio de Janeiro


RATO NO RIO, FASHION PRODUÇÕES, RIO METAL WORKS E MYSTERIAN ART APRESENTAM:
O MAIOR FESTIVAL DE EXTREMO DO RIO DE JANEIRO!
ALIANÇA NEGRA 2012!


Com:
HATE(Polônia) - um dos ícones do black/death metal polonês pela primeira vez no Rio em turnê pelo lançamento do aclamado álbum EREBOS (www.facebook.com/hateofficial)
UNEARTHLY(www.facebook.com/unearthly.official)
IMPACTO PROFANO (www.facebook.com/impactoprofano)
DARK TOWER(www.facebook.com/darktowermetal)
VOCIFERATUS(www.facebook.com/vociferatus)
PERISTALTIC MOVEMENT
D.A.D.(https://www.facebook.com/pages/DAD-Death-After-Death/130896430319350)
EXHUMED CHRIST(https://www.facebook.com/pages/Exhumed-Christ/191732447513652)


Ingressos:
1º Lote antecipado - R$ 30 (ESGOTADO!)
2º Lote antecipado - R$ 40
TICKETBRASIL (www.ticketbrasil.com.br)- R$ 50
Na hora - R$ 60


PONTOS DE VENDA:
HARD N' HEAVY - FLAMENGO
Rua Marquês de Abrantes, nº177 / Lj. 106.
Tel: 2552-2449


SCHEHERADE - TIJUCA
Shopping Vitrine da Tijuca - R. Conde de Bonfim, nº366 / Lj209.
Tel: 2569-1250


OUTSIDE ROCK - MEIER
Rua Dias da Cruz, nº143 A, sala 205.
Tel:3899-0888


ALLEY ROCKWEAR - MADUREIRA
Shopping Polo 1 - Est. da Portela, nº99 / Lj. 244.
Tel:3018-8460


UNDERGROUNDROCK WEAR - BANGU
Centro Comercial de Bangu - Rua Francisco Real, nº 1969 / 61 A.
Tel: 3159-4354


REQUIEM ROCK STORE - CAMPO GRANDE
Shopping Popular de Campo Grande - Galeria B, nº107.
Tel: 9709-4535


SKATE ROCK - CAXIAS
Rua José de Avarenga, nº265 / Lj. 16.
Tel: 2671-7838


Apoio:
CS Music Videos(https://www.facebook.com/csmusicvideos)
MuitoAlém de Tatuagem(https://www.facebook.com/muitoalemdetatuagem)


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Pessoal só to dando uma força na divulgação desse evento que parece que vai ser br00tal! eu tenho quase certeza que vou

19 de mar de 2012

Cannibal Corpse - Torture (2012)


Banda: Cannibal Corpse
Albúm: Torture
Ano: 2012
Gênero: Death Metal
 
Eu preciso fazer introdução sobre o Cannibal Corpse? Acho que não né...


"Torture" é o décimo segundo albúm dessa que é uma das maiores (se não a maior) banda de Death Metal puro de todos os tempos, depois do ótimo "Evisceration Plague" (2009) a banda da continuidade a sua brutalidade nesse albúm insano.


O play começa com as explosivas "Demented Agression" e "Sarcophagic Frenzy" com instrumental extremamente bem trabalhado e o vocal insano de sempre do grande "Corpsegrinder" Fisher, uma coisa que você nota logo de cara é o baixo de Alex Webster que consegue ter um destaque tremendo mesmo com as guitarras usando afinações extremamente baixas, sua técnica está incrivelmente apurada, escutem a ótima "The Strangulation Chair" e pasmem com suas levadas desumanas, e aproveitando que falei do falei baixo vou falar do resto da cozinha, Paul Mazurkiewicz destrói na bateria, com certeza sua pegada e técnica são imprescindíveis para o peso da banda. 


"Scourge of Iron" é uma das mais interessantes com alternância entre levadas rápidas e outras mais cadenciadas, logo em seguida vem minha favorita "Encased In Concrete" (que tem até um clipe bem legal) que já começa com um solo desumano do grande Pat O'Brien. "Followed Home Then Killed" também é muito interessante, uma introdução sombria com a guitarra quaaaase limpa que da lugar uma das faixas mais pesadas e perturbadoras, recomendo acompanharem a letra enquanto escutam.


"Rabid" e "Torn Through" fecham o albúm com chave com de ouro (ou de ossos pra ficar mais br00tal), rapidas e violentas como sempre. A br00talidade massiva se segue por toda as faixas, eu não consigo apontar uma música ruim nesse cd, e antes de terminar recomendo que escutem esse cd num volume bem alto, só assim você vai sentir a br00talidade dele adentrar os seus ouvidos!


Tracklist:
01. Demented Aggression
02. Sarcophagic Frenzy
03. Scourge of Iron
04. Encased in Concrete
05. As Deep As the Knife Will Go
06. Intestinal Crank
07. Followed Home Then Killed
08. The Strangulation Chair
09. Caged...Contorted
10. Crucifier Avenged
11. Rabid
12. Torn Through 
Nota: 9,5

 

10 de mar de 2012

Everything Is Changing (2012)

Anneke é uma das vocalistas mais versáteis do metal, nunca se prendendo ao estilo e buscando sempre novas sonoridades para os seus discos, tanta inventividade gerou o controverso "Souvenirs", disco que foge totalmente dos padrões de sonoros do metal.

Anneke saiu a alguns anos do The Gathering, decidindo fundar outra banda chamada Agua De Annique. Mas como podemos ver ela não ficou só nisso e decidiu montar também um carreira solo, se ndo o disco resenhado aqui o primeiro dessa safra.

Evertything Is Changing é um registro pop com pitadas de rock alternativo e música eletrônica e por vezes umas pitadas de orquestração. Mas o verdadeiro ponto a se destacar é que o instrumental nada mais faz do que plano de fundo para que Anneke possa destacar nas suas vocalizações.

Anneke possui um timbre muito bonito e aveludado, a técnica é bastante sólida não havendo nenhum erro nas suas vocalizações, o registro agudo é bastante bom com médios e graves seguros. Anneke tem uma voz cujo o timbre se identifica desde as primeiras notas arrebatando de vez o ouvinte, e seus talentos na criação de frases melódicas é destacável.

Diferente de muitas cantoras que abordam registros solos, Anneke não soa nem pirotécnica demais e muito menos inexpressiva. A música oferecida pelo disco é bastante agradável, sem complexidades demais e todas servidas por uma voz bonita e expressiva.

"Feel Alive" é uma das melhores músicas do disco, com toques eletrônicos aliados a alguns riffs de guitarra e uma perfomance incrível de Anneke, que perto do fim da música nos brinda com um maravilhoso pianissimi. Outras canções destacáveis são a bela balada que a faixa título nos propõe,  a pegada mais acelerada de "Take Me Home" a malemolência de "I Wake Up" e "Hope, Pray,Dance, Play"

A mistura de rock alternativo e música eletrônica acompanhados de uma cantora excelente, com um timbre bélissimo gera vários momentos bacanas, e apesar de o disco não possuir nenhuma faixa realmente impressionante mantém uma excelente regularidade e mostra que registros pop também podem ser interessantes.

Nota: 8 ********

Em Breve...