23 de out de 2011

Alguns Discos...

O mundo da ópera não sugou esse autor por completo, e ele ainda ouviu muito metal essa semana, e aqui vão algumas resenhas de discos que eu ainda não tive tempo de resenhar.

O Novo disco do Almah é como já disse para algumas pessoas que eu possuo contato, foi uma forma do Edu se despedir do seu estilo vocal tradicional e possivelmente do Angra.

O instrumental do disco é o grande destaque, remete as vezes um pouco ao Metal Progressivo, mas nem tanto. Os solos velozes e técnicos sempre foram uma paixão do autor, e nesse disco eles estão em profusão

Eu demorei um pouco para engolir o Edu cantando agressivamente, pois vi que isso distorcia seu timbre, e o timbre do Edu é o que eu mais gosto nele. Por sorte o Edu soube dosar muito bem os rasgados e vocais limpos, e cantou dentro do seu limite, algo importante para manter sua frágil saúde vocal.

Os cavalos de batalha desse disco são "Days Of The New", "Trace Of Trait", "Daydream Lucidity" e a balada "Late Night In '85". Um excelente disco, que me despertou a vontade de ouvir o disco "Fragile Equality" que possuo aqui na minha arca, mas nunca me deu vontade de ouvir.

Nota: 8,5  1/2


Shadowside se tornou uma das minhas bandas preferidas depois da compra do seu último disco (Dare To Dream), que me mostrava uma das melhores vocais femininas no metal.

Dani Nolden comanda o disco, talvez seja a melhor contralto em atividade, os agudos são pesados, potentes e com um considerável alcance. O timbre é agradável e possui uma forte presença de metal nele, e a cantora consegue manipula-los muito bem, a interpretação é sensacional.

Os outros vão muito bem no instrumental, mas eu esperava mais solos animalescos do Raphael Mattos, ainda sim esteve muito bem. A cozinha é muito boa, a banda tomou a liberdade de colocar uns efeitos eletrônicos, que aparecem um pouco enriquecendo as músicas.

Alguns timbres de guitarra também nos remetiam ao Metal Alterna, mas encaro isso como uma forma de dar variação, e não como um prejuízo total, apesar de não gostar de Metal Alternativo. A única ideia idiota, foi o autotune na voz da Dani na música "Angel With Horns", totalmente desnecessário e deslocado, e olha que essa música é uma das melhores do disco, e a Dani arrebenta nela. Então para que o autotune?

Dani diferente de suas colegas tem como principais influências vocais, os cantores clássicos do metal (Bruce, Halford e Dio), e ela representa muito bem essa escola vocal, com seu timbre metálico que fornececorpo para suas vocalizações, além da alternância entre as linhas vocais mais melódicas e as agressivas, isso sem falar nos magníficos agudos e graves com o qual a cantora nos brinda.

O cavalo de batalha do disco é a faixa titulo, com seu refrão imbatível e as excelentes intervenções de músicos convidados. As outras músicas são todas muito boas e fica até difícil destacar as especiais, o trabalho como todo bate o disco anterior, o que faz com que o Shadowside passe para um patamar mais alto no metal, do que já estava.

Por Dani Nolden principalmente.

Nota: 9,5 *********1/2


O Edguy possui duas fases em sua discografia, a fase mais Power que vai do primeiro disco até o Mandrake e a fase mais hard que vai do clássico Hellfire Club e culmina nesse disco.

Dizer que esse disco só e mais um do Edguy que mescla Power Metal com Hard Rock, é desconsiderar totalmente os elementos do Rock progressivo, Blues e até o Country encontrado na "Pandora's Box", que é o destaque absoluto do disco.

O disco novo do Edguy tem tudo que eu mais quero e gosto no Heavy Metal: bom humor, letras escrachadas, vocais agudos, refrões pegajpsos, elementos do Hard e Power Metal no instrumental.

Agora vem o ponto negativo, a voz do Tobias Sammet está em evidente declinio, o que pode ser percebido pela sujeira no timbre, que curiosamente se encaixou bem na proposta do disco. Bom na verdade eu estou chato cobrando agudos perfeitos, que nem um tenor de ópera comum consegue. Sammet mais uma vez se saiu muito bem, com linhas vocais maravilhosas como atenta "Rock Of Cashel" e "Robin Hood", e agudos que só pecam pela sujeira excessiva já citada.

O instrumental esteve muito melhor do que se esperava, agregando muito bem influências do rock progressivo e Hard no som do grupo, e apesar dos solos não serem animalescos como se espera, todos eles me agradaram pelo feeling.

Esse é um disco em que todas as músicas são muito boas, até mesmo a longa "Behind The Gates Of Midnight World" que foi a música que eu menos gostei do disco, é boa. Esse disco iguala o Hellfire Club em qualidade sem sombras de dúvidas, e mostra o tanto que o Edguy é versátil no gênero

Nota: 9,5 *********1/2

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