22 de abr de 2012

A Música Atual e a Abordagem do Blog

Eu não posso dizer como era antes do advento da internet, alias senão fosse ela o blog sequer existiria. Não é novidade nenhuma dizer que hoje a informação está veloz demais, discos novos e fresquinhos de bandas interessantes saem a cada dia, tornando-os impossíveis de serem acompanhados da forma como eu quero.

Outra observação que eu posso fazer e sobre a qualidade dos discos que estão saindo, é uma cacetada atrás da outra, esperem resenhas com cotações muito boas em breve. Esse fato contradiz aqueles imbecis saudosistas que dizem que música boa é só música antiga, o que eu estou ouvindo são discos sensacionais que batem de frente com os antigos clássicos de antigamente.

Todos já falaram muito desse disco, inclusive eu, mas acredito que ele seja uma prova cabal dos novos clássicos que o Heavy Metal vem produzindo. Unto The Locust pode ser facilmente comparado ao Black Album do Metallica, em seu nível de importância para essa geração.

E o que dizer do excepcional Enslaved do Soulfly disco que faz frente a clássicos como Arise e Chaos AD. Na verdade o próprio Kairos mostra que nenhuma banda está em decadência, o show do Rock In Rio é uma prova cabal do poder de fogo que o Sepultura possui.

Dark Adrenaline é o melhor disco da carreira do Lacuna Coil fazendo frente ao clássico Comalies. Na verdade ano passado foi o ano do New Wave Of American Metal mostrar que não se resume ao Metalcore irritante, com discos excelentes do Machine Head, Trivium e Mastodon (esse último eu nem gosto, mas reconheço seus méritos).

Bom eu podia ficar aqui dando vários exemplos de como a década 00 e a 10 fazem frente aos anos 70,80 e 90, mas espero que isso já tenha ficado obvio com os poucos exemplos dados. A questão a ser abordada aqui na verdade é o formato do blog, mais especificamente o formato das matérias, já que o layout não será mudada em breve.

A extrema velocidade da música atual torna impossível a observação de tudo que vem saindo, e se a observação já é díficil imagina como é trabalhoso ouvir e depois tentar escrever sobre aquilo que ouviu? Por Que escrevo sobre isso então?

Eu gosto de escrever sobre as coisas que gosto, ajuda a condensar e exteriorizar o conhecimento, para que esse não vire cultura inútil. É bom ver os comentários elogiosos ou não (também há graça em rebater alguns loucos que passam por aqui) das pessoas que lêem as matérias e sentir aquela sensação de missão cumprida ao publicar um post.

O objetivo do blog continua o mesmo, mas a verdade é que eu continuo estudando as particularidades do Heavy Metal e aperfeiçoando a forma de fazer textos. Há muitos grupos interessantes para se ouvir, e não só falo do metal mas também dos outros estilos.


O disco Kind Of Blue de Miles Davis representa a minha porta de entrada ao mundo do Jazz, ou seja mais um gênero que eu vou tentar conhecer e desvendar suas curiosidades, assim como aconteceu com o Heavy Metal e recentemente com a Ópera.

A diferença é que como o Ricardo Seelig diz, sempre voltamos a ele, o Heavy Metal é um estilo fantástico capaz de se renovar e de lançar trabalhos de superior qualidade ano após ano em uma escala incrível. Quero falar agora de um fenômeno que venho observado em muitos sites, blogs e até em alguns artigos meus.

As resenhas apressadinhas, os resenhistas ouvem o disco uma vez e já querem escrever sobre o disco, um verdadeiro absurdo! visto que a música deve ser degustada com calma e muitas vezes os resenhistas nem se lembram do disco depois que escrevem sobre ele. Isso aconteceu no Metal Guide? Sim, a resenha da Lady Gaga é a prova cabal disso, eu lembro de ter resenhado o disco ao mesmo tempo em que o ouvia pela primeira vez. O resultado é que aquela resenha de maneira alguma representa aquilo que penso sobre o disco hoje.

Percebendo isso eu decidi enrolar para publicar as resenhas dos discos e me permitir ouvi-los por mais tempo facilitando assim todo o processo. Eu ouvi o disco do Primal Fear 3 vezes, o do Eluvietie foi muito trabalhosa a sua audição por que eram muitas faixas e eu me cansava muitas vezes, mas com o tempo elas ia ficando melhores.

O que valeu a pena naquelas resenhas, é a integridade contida nelas não há medo de criticar os aspectos que não gostei de expor o que eu achava antes e o que acho depois de ouvir o disco, desmascaro os preconceitos que as bandas sofrem por parte dos bangers.

Não creio que uma faixa ruim ou mediana desmereça a nota 10 de um disco sensacional, até porquê as suas faixas em geral estão acima da média 10. Em Painkiller do Judas Priest não morro de amores pela baladinha "A Touch Of Evil", mas o disco tem faixas tão espetaculares que compensam essa que não me agrada tanto.

Inovar não é regra! um disco pode muito bem ganhar um 10 aqui, independentemente de ter inovado ou ter apresentado os mesmos clichês de outro trabalho, desde que todas as faixas apresentem um elevado grau de qualidade. Um grande exemplo disso que estou falando é o Elements Pt1 do Stratovarius um disco com músicas sensacionais do inicio ao fim, mas que não apresentam nenhuma inovação em relação a outros discos.

Ao mesmo tempo que inovações como as observadas nos discos do Within Temptation são muito bem vindas. Explicar um pouco sobre a voz dos vocalistas é um diferencial nas resenhas feitas por mim, algo que ajuda o leitor a fazer um diferencial ao ler outras opiniões a respeito dos discos que ele se interessa.

Porque o blog é tão focado em resenhas nos últimos tempos sendo que antes esse era um gênero raro? A resposta é a praticidade das mesmas, fazer resenhas é mais fácil porque não exige o tempo de pensar no tema e o desenvolvimento é mais prático. Entretanto em breve quero voltar com as minhas matérias.

Hoje vivemos um dos melhores momentos da história do metal, e para comprovar isso basta ver a qualidade dos novos discos que estão saindo, na verdade indo mais longe ainda, me atrevo a dizer que o metal nunca esteve em baixa para aquele ouvinte que sabia onde procurar.

Hoje em dia a música está morta nas rádios, aqueles que gostam de música devem largar de ser preguiçosos e buscarem coisas novas e interessantes sem largar o passado, e se póssivel explorar o baú de novos estilos. Saber mais que a média é muito pouco, pois a maioria das pessoas não sabem absolutamente nada de música, e discutir com uma pessoa dessas é uma ótima forma de passar muita raiva.

Não só de Heavy Metal vive a música, por isso desvende os outros estilos buscando o aumento de background cultural, o próprio metal fez isso para chegar onde está hoje.

Até mais.

3 comentários:

  1. Realmente existe muita música boa por aí, o pessoal precisa parar de ficar esperando que bandas venham tocar em sua casa. A internet está aí basta procurar.

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  2. Então foi você o anão que me apresentou o Mile Davis outro dia.
    Muito obrigado, e fique de olho em seu ânus.

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  3. Oi, Anônimo, não fui eu que te apresentou o Miles Davis, provavelmente foi outra pessoa. Anão? com meus quase 1,90?

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