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25 de jan. de 2013

1001 Discos: Disintegration (1989)


Banda: The Cure
Selo: Fiction
Produção: David M.Allen e Robert Smith
Projeto gráfico: Parched Art
Nacionalidade: Inglaterra
Duração: 60:29



1. Plainsong
2. Pictures Of You
3. Closedown
4. Lovesong
5. Lullaby
6. Fascination Street
7. Prayers For Rain
8. The Same Deep Water As You
9. Disintegration
10. Untitled










Robert Smith e o The Cure nunca esperaram se tornar estrelas da música pop, mas sucessos como "Just Like Heaven" moderaram suas críticas furiosas, tirando-os das sombras em direção ao sucesso.

Em Disintegration a banda buscou um som mais coeso. O resultado, segundo a revista Q., é como ser "envolvido por um enorme casaco encharcado d'água . De fato, "Prayers For Rain" e "The Same Deep Water As You" são faixas tão dramáticas quanto seus títulos sugerem. Mas nem tudo é perdição e escuridão.

Não, brincadeira. Há perdição e escuridão de todos os tipos seja ela surreal ("Lullaby"), de um romantismo desolado ("Plainsong") ou violenta ("Disintegration") - mas sempre, como o jornal NME notou, "excitantemente infeliz". A banda também emplacou grandes sucessos e o maior deles foi "Lovesong", um presente de casamento de Robert Smith á sua noiva, Mary.

Em meio ao desespero, o baixista Simon Gallup e o antigo baterista do Thompson Twins, Boris Williams, dão um ritmo impressionante ao álbum e em particular a "Fascination Street" (acerca de Bourbon Street, no coração do quarteirão em Nova Orleans). O guitarrista Porl Thompson está sempre por perto e estará presente mais tarde na versão de "Lullaby" tocada em turnês. O tecladista Roger O'Donnell é uma constante e Lol Tolhurst fica em segundo plano (aparece nos créditos como "instrumentos adicionais").

"Fiquei preocupado por estar envelhecendo" - lembra-se o vocalista e letrista Robert Smith, prestes a completar 30 anos naquela época. Uma ansiedade que, 10 anos depois, serviu de combustível para Bloodflowers, no mesmo tom de Disintegration. Essa linhagem foi confirmada pela edição de Trilogy em 2003, um DVD ao vivo que incluía seu predecessor espiritual, Pornography.

Música Selecionadas

4. 

5.

6. 

1001 Discos: Parsley, Sage, Rosemary And Thyme (1966)


Banda: Simon & Garfunkel
Selo: Columbia
Produção: Bob Johnston
Nacionalidade: EUA
Duração: 28:30


1. Scarborough Fair/Canticle
2. Patterns
3. Cloudy
4. Homeward Bound
5. The Big Bright Green Pleasure Machine
6. The 59th Street Bridge Song (Feelin' Groovy)
7. The Dangling Conversation
8. Flowers Never Bend with the Rainfall
9. A Simple Desultory Philippic (Or How I Was Robert McNamara'd into Submission)
10. For Emily, Whenever I May Find Her
11. A Poem on the Underground Wall
12. 7 O'Clock News/ Silent Night




O mundo estava prestes a desmoronar, mas ainda havia espaço para a beleza quando Paul Simon e Art Garfunkel gravaram seu primeiro grande álbum, Parsley, Sage, Rosemary And Thyme. De fato, é a tensão entre a sensação de desastre iminente e a insistência de Simon numa conexão emocional que torna este disco eterno, apesar dos numerosos versos e frases musicais que revelam o trabalho como típico dos anos 60 ("Feelin'Groovy").

Se o álbum anterior, Sounds of Silence, foi uma obra feita às pressas para atender ao desejo da gravadora de capitalizar o sucesso da faixa-título, Simon, desta vez, exigiu total controle, o que explica o trabalho brilhante e detalhista realizado pelo engenheiro de som Roy Halee. O apuro da produção aparece logo na faixa de abertura, "Scarborough Fair/Canticle", uma intricada obra-prima do pop, que rivaliza com qualquer uma das criações de Brian Wilson. Mas Simon não é compositor de um gênero só. A variedade do material que ele escreveu para Parsley, Sage, Rosemary And Thyme o revelou como um dos compositores mais talentosos de sua época  de "For Emily, Whenever I May Find Her", uma canção iluminada pela voz de Garfunkel, a "Homeward Bound", talvez a melhor música já escrita sobre a vida de um artista na estrada. O fastio literário de "The Dangling Conversation" é totalmente perfeito, enquanto o rock caustico de "A Simple Desultory Philippic" ainda atinge seus objetivos, mesmo que muitos de seus alvos já não inspirem tamanho desprezo.

A faixa final é uma interpretação doce de "Silent Night" que fala sobre um noticiário de TV tratando da morte de Lenny Bruce e da escalada da violência na guerra do Vietnã.

Músicas Selecionadas

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