26 de mar. de 2022

Sylvaine - Nova (2022)

 

Uma das coisas mais fascinantes sobre o Heavy Metal é a capacidade dele de evoluir e se transmutar em diversos estilos sempre apresentando algo novo ao ouvinte. Essa característica também apresenta desafios a aqueles que tentam dissertar sobre os novos lançamentos, pois muitas vezes nos vemos diante de uma sonoridade quase impossível de descrever.

Sylvaine é uma dessa bandas cujo som é quase sui generis. Sylvaine é a banda formada pela multi-instrumentista, Kathrine Shepard, figura conhecida da cena black gaze tendo trabalhado com Neige no Alcest, porém seu trabalho que já havia desembocado no excelente "Atoms Aligned, Coming Undone (2018)" sempre teve algo a mais para além das convenções típicas do Black Gaze de bandas como Alcest e Deafheaven.

Nova (2022) é o quarto disco da banda norueguesa e um excelente display da evolução sonora da Sylvaine que sempre privilegiou a construção de melodias que remetesse as paisagens frias nórdicas, ao celeste e ao caos, um som com forte apelo emocional onde o desolamento e a esperança estão em constante conflito.

Ao passo que as bandas tradicionais de Blackgaze soam muito moderninhas, alguns diriam hipster, o som que a Sylvaine dsenvolve em "Nova" remete em diversos momentos as vertentes mais tradicionais do metal como o Folk Metal e o Symphonic Metal, com instrumentação regional e vocais dóceis e angelicais que contrastam com riffs de black-doom e vocais guturais complemente cortantes.

Ao longo do álbum você pode ouvir constantemente o contraste entre essa aura etérea e contemplativa com o caos obscuro que toma conta das canções, exemplos são "I Close My Eyes so I Can See" e "Mono No Aware", essa última que ultrapassa os 10 minutos de duração e cujo clipe que sequencia a explosão de vulcão e uma maré gelada batendo na costa fazem um complemento visual perfeito a sonoridade produzida pela banda.

É preciso elogiar muito a habilidade vocal da Kathrine em inserir linhas vocais melodiosas que remetem ao metal melódico nórdico como na faixa-título, "Nova" e contrastar isso com vocais extremamente agressivos e violentos que trazem tensão as diversas músicas desse registro.

Uma grande virtude do álbum é sempre presentear o ouvinte com a combinação e dissonância dos mais diversos estilos do metal fundidos para criar essa atmosfera de conflito em que a melodia é o fio condutor entre os momentos de maior peso e velocidade e os mais cadenciados e delicados.

Caracterizar o som que a Sylvaine faz nesse álbum é uma tarefa árdua, me arrisco a dizer que é um blackgaze com influências de metal melódico (folk metal e symphonic metal), mas que também puxa para o doom metal, funeral doom, e black metal melódico, com um pitada de pop de câmara e atmospheric music.

Para aqueles que apreciam músicas bem construídas e com riqueza melódica e emocional que acomoda sensações dissonantes como paz e caos, esse é o jackpot, é desafiante descrever um álbum que a todos os momentos parece transcender os gêneros tradicionais, ainda que os homenageie brilhantemente, mas ao mesmo tempo é fascinante acompanhar tal sonoridade.

"Nova" (2022) é até o momento o magnum opus da banda e recomendo efusivamente a audição, é um daqueles álbuns que desafiam todas as concepções conservadoras do que deve ser um álbum de heavy metal.

 Nota: 9,5 *********1/2


27 de dez. de 2019

Cinco anos depois do fim


Eu encerrei as minhas atividades de escrita sobre música em 2014 com a minha entrada na faculdade, apesar de alguns posts esporádicos nesse período, o que coincide com a minha entrada na faculdade de direito da UnB da qual me formei recentemente.

O blog foi uma forma de praticar minha escrita e exercitar meu hobby por música e nos anos seguintes foi uma experiência que resultou muito proveitosa uma vez que tornou a atividade de criar textos bem mais simples.

Nos tempos em que o blog permaneceu morto ainda assim continuou recebendo comentários na suas postagens mais antigas onde eu falava de bandas que os headbangers tinham que conhecer, análise do new metal e algumas árias que eu recomendava para ouvir ópera. Os comentários variavam entre
odiosos e elogiosos. Eu acho muita graça em comentários odiosos sobre posts escritos a 7-8 anos atrás e que não entenderam muito a proposta do blog.

De toda sorte o blog continua aqui como um testamento dos tempos em que eu escrevia sobre música, tempos maravilhosos em que havia todo tempo do mundo para se dar a opinião sobre qualquer filigrana sobre música.

Ao entrar aqui você está entrando no diário de um garoto que tinha 15-18 anos quando escreveu tudo que se encontra aqui, espero que se divirta enquanto navega.

2 de jan. de 2015

Os 10 melhores discos que eu ouvi em 2014

1- Behemoth - The Satanist



A volta tão aguardada de Nergal ao Behemoth foi bastante satisfatória

Principais Faixas: "Blow Your Trumphets", "Messe Noire", "Ora Pro Nobis Lucifer"

2- Alcest - Shelter


Um disco que transcende o heavy metal, simplesmente lindo!

Principais Faixas: "Opale", "Shelter", "Delivránce"

3- Machine Head - Bloodstone & Diamonds


Essa banda é o futuro do metal e por isso estamos muito bem servidos.


Principais Faixas: "Now We Die", "Ghost Will Haunt My Bones", "Eyes Of The Dead"


4- Sharon Van Etten - Are We There


Lindo, melancólico e muito bem cantado, um dos melhores discos de coração partido.

Principais Faixas: "You Love Is Killing Me" "I Love You But I'm Lost", "You Know Me Well"


5-  Insomnium -  Shadows Of The Dying Sun


Death metal melódico finlandês de momentos de beleza fantástico.

Principais Faixas: "While We Sleep", "Lose To Night", "Shadows Of The Dying Sun"

6- Jack White - Lazaretto

 
Jack White é um dos poucos artistas modernos que poderia lançar um disco entre os anos 60 e 70 e ficar pau a pau de outra gravações.
 
 
Principais faixas: "Lazaretto", "Temporary Ground", "High Ball Steeper"
 
7- Sharon Jones And The Dap-Kings - Give The People What They Want
 
 
Outro disco que não passaria vergonha se fosse gravado em outra década.
 
Principais Faixas: "Slow Down Love", "You'll Be Lonely", "Retreat!"
 
8- Mastodon - Once More 'Round The Sun
 
 
Acompanhar os novos lançamentos dessa banda é ser testemunha do talento de uma das maiores bandas de heavy metal do nosso século.
 
Principais Faixas: "High Road", "The Motherload", "Crimes At Midnight"
 
 
9- Jessie Ware - Tough Love
 
 
Disco de uma beleza sublime, transitando entre o pop, o soul e de um R&B eletrônico e sofisticado, Jessie Ware é uma das melhores cantoras desse gênero revival que vem florescendo na Inglaterra.
 
Principais Faixas: "Say You Love Me", "Pieces", "You & I (Forever)
 
10- Jenny Lewis - The Voyager
 
 
Finalmente um disco de country music consegue emplacar na minha playlist e com uma pitada perfeita de folk music e pop de primeira qualidade.
 
Principais Faixas: "Faixa-Título",  "Late Bloomer", "Just One Of The Guys"



4 de ago. de 2014

Para exorcizar o ambiente

Depois da última postagem se faz necessário um pequeno exorcismo. E aqui está:

Momento nostalgia (Músicas eletrônicas bregas, mas que são divertidas)

Obs1: Post zueira,
Obs2: Essa lista não tem nada a ver com meu gosto pessoal

1- Gigi D'Agostino - Another Way


2- Magic Box - If You


3- Lasgo - Something


4- Eiffel 65 - Blue (Da Da Dee)


5- Whigfield - Saturday Night


6- Haddaway - What Is Love?


7- The Scatman - Scatman John


8- 2 Unlimited - No Limit


9- Kasino - Can't Get Over


10- House Boulevard - Set Me Free


11- Bob Sinclar - Love Generation


12- Ida Corr Vs Fedde Le Grand - Let Me Think About It


13- Erika - I Don't Know


14- t.A.T.u - All The Things She Said


15-  t.A.T.u - Not Gonna Get Us


16- Snap! - The Power


17- Deep Dish - Say Hello


18- IIO - Rapture


19- IIO - At The End


 
20- Corona - Rhythm Of The Night

22 de mar. de 2014

Me apresentando


Eu sou o garoto sorridente na foto acima, pois é muita coisa mudou para que eu tímido com fotos como sou, viesse a mostrar uma foto minha no blog nesse dia de hoje. Eu criei o Metal Guide no fim de 2010 quando tinha acabado de completar 15 anos. Eu comecei a ouvir heavy metal quando tinha 14 anos e desde então me empenhei muito para aprender o máximo que podia sobre o tema, porém com o tempo meu gosto musical se expandiu para vários outros terrenos, o que pode ser percebido inclusive em posts aqui.

Hoje eu tenho 18 anos, minha ausência no blog em 2013 se deveu aos meus estudos para ser aprovado na UnB. O objetivo foi alcançado e hoje eu curso o primeiro semestre de direito noturno na UnB. Nunca deixei nesse tempo de ouvir música, de viver a arte e o que era hobby, hoje é uma filosofia de vida. Eu acredito que se pode encontrar a real felicidade no mundo da arte, pois seus prazeres são infinitos, por mais que se conheça muito nunca saberemos tudo, ou seja, não da para enjoar, não tem limites.

O que compartilho com vocês nesse blog é apenas o prazer que eu tenho a cada nova descoberta artística dentro do mundo da música e os motivos que me levaram a aprecia-la. Existem também os momentos de sacanear o que há de ruim no mundo da música de hoje (que como vocês sabem não é pouca coisa), porém isso é apenas um exercício de crítica, quando você se aprofunda no mundo da arte se corre o risco de perder a noção dos limites entre arte e picaretagem, devido ao ganho de uma visão mais liberal.

A música hoje vive um momento mágico, não precisamos sentir saudades de nada feito no passado, a cada nova audição minha convicção nessa crença só se fortalece, o que me deixa muito otimista em relação ao futuro da música. 

A universidade é um novo mundo, eu adoro aquele lugar, o prédio de direito parece um oásis (exceto pelos pernilongos). Indo pelos corredores da universidade se vê todo tipo de gente, parece uma grande selva, acho que é o grande momento da vida de muita gente, espero que também seja um dos grandes momentos da minha vida. 

Novos posts viram, mas aos poucos, preciso continuar meus empenhos dentro da UnB.

26 de jan. de 2014

"Meus Favoritos" para o Grammy 2014


Como no ano passado vou comentar sobre os resultados do Grammy, mas desde já vou deixar claro quem são meus favoritos.

Obs: Mesmo comentando, eu não levo o Grammy a sério.
Obs2: Algumas escolhas foram bem difíceis, o Grammy desse ano tem nomes bem fortes.
Obs3: Lista completa: http://www.grammy.com/nominees

1. RECORD OF THE YEAR

Minha escolha: Get Lucky (Daft Punk)

2. ALBUM OF THE YEAR

Minha escolha: Random Acess Memories (Daft Punk)

3. SONG OF THE YEAR

Minha escolha: Royals (Lorde)

4. BEST NEW ARTIST

Minha escolha: Kendrick Lamar

5. BEST POP SOLO PERFORMANCE

Minha escolha: Royals (Lorde)

6. BEST POP DUO/GROUP PERFORMANCE

Minha escolha: Suit & Tie (Justin Timberlake feat Jay-Z)

8. BEST POP VOCAL ALBUM

Minha escolha: Blurred Lines (Robin Thicke)

9. BEST DANCE RECORDING

Minha escolha: Sweet Nothing (Calvin Harris feat Florence Welch)

10. BEST DANCE/ELECTRONICA ALBUM

Minha escolha: Random Acess Memories (Daft Punk)

12. BEST ROCK PERFORMANCE

Minha escolha: The Stars (Are Out Tonight)

13. BEST METAL PERFORMANCE

Minha escolha: God Is Dead? (Black Sabbath)

14. BEST ROCK SONG

Minha escolha: God Is Dead? (Black Sabbath)

15. BEST ROCK ALBUM

Minha escolha: 13 (Black Sabbath)

24. BEST RAP SONG

Minha escolha: New Slaves (Kanye West)

25. BEST RAP ALBUM 

Minha escolha: Yeezus (Kanye West)

78. BEST CLASSICAL VOCAL SOLO

Minha escolha: Wagner (Jonas Kaufmann)

Amanhã os comentários sobre as categorias.

2 de jan. de 2014

Os 10 melhores discos que ouvi em 2013

1- Charles Bradley - Victim Of Love


Um dos grandes erros que eu cometi em 2011 foi não ter ouvido a estreia desse grande soulman, esse erro foi concertado nesse ano e aproveitando essa deixa, eu ouvi também o novo disco de Charles Bradley, que foi bem pouco falado pela crítica especializada, mas acredite é mais um grande disco da história do soul moderno.

Obs: Falei mais desse disco aqui
Ouça: Victim Of Love, You Put Flame On It, Dusty Blue

2- Benjamin Grosvenor - Rhapsody In Blue


Sucedendo o seu premiado debut, o pianista inglês, lançou um disco de concerto acompanhado por uma grande filarmônica. Apostando em uma sonoridade moderna que ao mesmo tempo apresenta um verniz clássico, ele explorou a consolidação do jazz dentro da música clássica nos concerto de Ravel e nas bélissima composições de Gershwin que constituem o "créme de la créme" desse disco.

Ouça: Rhapsody In Blue, The Swan, 1º movimento do Piano concerto in G

3- Kanye West - Yeezus


Eu não cheguei a ouvir seu último lançamento que foi bastante incensado pela mídia, mas sua parceria com o rapper, Jay-Z, me agradou bastante. Yeezus não é um disco de fácil audição, ele é bem ousado do ponto de vista técnico trazendo camadas eletrônicas complexas e bem variadas que levam um tempo para serem absorvidas.

Em termos de letra o disco deixa um pouco a desejar, mas é bem interessante a mea culpa em "New Slaves" e como o que vale mesmo é a música o disco mostra que não é atoa que o Rap está no topo da música negra.

Recomendo a maravilhosa resenha do Ricardo Seelig para quem quiser se informar mais sobre isso

Ouça: New Slaves, Black Skinhead, Blood On The Leaves

4- Ghost B.C - Infestissumam


Uma coisa que eu percebi é que esse é o 3º disco dessa lista que é um segundo lançamento de uma banda, pelo visto em 2013 esses artista conseguiram passar com louvor pelo teste do 2º disco. Se o primeiro disco era um gostoso revival dos primórdios do heavy metal, Infestissumam, foi bem além disso, apresentado flertes com diversos estilos musicais incluindo a música pop e o Hard Rock.

Eu escrevi um artigo inteiro sobre essa banda que vou postar em breve, fiquem atentos.

Ouça: Year Zero, Monstrance Clock, Body And Blood

5- Janelle Monaé - The Electric Lady


Eu adoro o The ArchAndroid, disco anterior a esse lançado em 2010, porém o novo disco da Janelle Monaé foi uma das melhores coisas que eu já ouvi em matéria de soul moderno, talvez até mais, um grande disco de black music. Ela está a anos luz dessas pretensas cantoras de R&B como a Beyoncé, Alicia Keys, Rihanna.

Seu disco aborda as várias facetas da música contemporânea, absorvendo as batidas modernas do R&B moderno e voltando aos seu primórdios nos anos 70 e 80, com participações luxuosas de Prince, Miguel, Erykah Badu e Solange. De todos os antológicos momentos o mais forte é o rap que Monaé manda no fim de "Q.U.E.E.N", de arrepiar até a medula.

Ouça: Q.U.E.E.N, Givin'Em What They Love, Primetime

6- Jonas Kaufmann - Wagner


Jonas Kaufmann é o maior tenor wagneriano da modernidade, entretanto ele jamais havia lançado um integral dedicado exclusivamente a esse repertório, feito isso todo mundo saberia que seria um dos maiores lançamentos operísticos. Favorito para ganhar o Grammy e desde já vencedor do Gramophonne Awards 2013 na categoria vocal.

Ótima porta de entrada para quem quiser conhecer Wagner.

Ouça: "Ein Schwert Verhieb Mir Der Vater", "In Fernem Land, Unnahbar Euren Schritten, Wesendonck Lieder (Der Engel, Stehe Still, Im Treibhaus, Schmerzen, Träume)

7- Mayer Hawthorne - Where Does This Door Go


Se fosse um vinil, eu teria ouvido a ter furar. Temos aqui um delicioso Pop Soul que flerta tanto com R&B moderno, quanto com o rap e com o som clássico da motown. Um disco delicioso que consolida Mayer Hawthorne como um dos maiores nomes do Soul moderno.

Ouça: Back Seat Lover, Reach Out Richard, Wine Glass Woman

8- Black Sabbath - 13


Cara que disco sensacional é esse? Levei muito tempo para tirar um momento para ouvir esse disco e acabei ouvindo ele quase no fim do ano. Músicas de arrasar quarteirões, riffs sensacionais de Tony Ionmi e até a voz de Ozzy me agradou. Discaço, sem mais.

Ouça: Loner, End Of The Begining, God Is Dead

9- David Bowie - The Next Day


Dos discos discos citados aqui, esse é o único que eu possuo fisicamente, uma compra que realmente valeu bastante a pena, apesar de não ter agradado a mim de imediato. Um disco com várias facetas desde momentos em que ele flerta com o que há de bom no rock moderno, no clássico e destaque também para duas das melhores baladas que eu ouvi esse ano.

Ouça: Valentine's Day, The Stars (Are Out Tonight), Where Are Now?

10º- Volbeat - Outlaw Gentleman & Shady Ladies


O Heavy Metal está muito longe de morrer, Volbeat integra de vez a seleta lista das grandes bandas do estilo com um som pesado que não tem medo também de ser acessível em determinados momentos e também flertando com muita pericia com a country music

Ouça: Lola Montez, Dead But Rising, Room 24

23 de jun. de 2013

Em time que está ganhando não se mexe?


A banda sueca, Amaranthe, foi uma das grandes revelações do sensacional ano de 2011 (contamos também com discos excelentes do Opeth, Trivium, Mastodon e Machine Head), inclusive eu resenhei o seu disco de estreia e o coloquei no meu top 10 daquele ano. O som do grupo não mudou nada de lá para cá, permanece o mesmo death metal com fortes doses de música pop e power metal que explora a voz do trio de vocalistas.

Elize permanece como o centro das atenções, a sua voz remete descaradamente a essas cantoras de música pop o que gera sempre aquele estranhamento nos ouvintes de primeira viagem, mas o curioso é que sua voz casa certinho com as músicas do grupo. Solveström impede que a coisa descambe para um pop metal eletrônico com seus vocais guturais, fazendo um bom contraponto entre as duas vozes limpas.

Seu novo disco, The Nexus, possui a mesma formula do anterior o que deve manter a banda em alta com aqueles que gostaram do primeiro disco, mas também decepciona aqueles que queriam ver o que mais a banda tinha a oferecer. Minhas favoritas são: "The Nexus", "Stardust", "Mechanical Illusion" e "Future On Hold", mas todas as outras faixas mantém a qualidade do disco lá em cima.

A exceção é a piegas "Burn With Me" uma baladinha bem rasteira que foge do bom exemplo de "Amarantine" do disco anterior,  talvez a não participação de Solveström tenha contribuído para o fracasso dessa faixa. Os efeitos eletrônicos nesse disco parecem lutar contra os bumbos da bateria, o que gera sempre um clima de urgência nas faixas, coisa que aprecio bastante nessa banda, mas acho que o grupo poderia explorar mais o potencial melódico desses toque eletrônicos em momentos mais desacelerados.

Olof Mörck intervem bem com bons solos e riffs, mas nada que retire o ouvinte da cadeira, por outro lado as atmosferas criadas são bem interessantes pelo futurismo energético que elas invocam. Os refrões são poderosos e grudentos e podem ser identificados facilmente como a principal qualidade desse grupo.

É um disco muito bom, porém não vai surpreender aqueles que já ouviram o disco de estreia dessa banda, apesar de manter a qualidade de seu antecessor a banda não pode se restringir a repetir a mesma sonoridade do seu disco de estreia. Ao meu ver a banda passou facilmente pelo teste do segundo disco, mas se quiser alçar passos mais longos vai precisar mexer um pouco na formula.

Nota: 8,5 ********1/2

15 de jun. de 2013

Charles Bradley, o novo ícone da Soul Music


Parece até coisa de filme, não acham? Charles lançou seu primeiro disco em 2011 com 62 anos de idade e rapidamente teve seu disco aclamado como um dos melhores lançamentos daquele ano . O que ele estava fazendo nesse meio tempo e uma história bem longa, mas deixo para vocês esse dois links: Link 1 e 2.

Sua história é de amor e devoção a música, o lançamento do No Time For Dreaming foi uma grande vitória, mas pelo visto isso não o deixou satisfeito e ele lançou nesse ano Victim Of Love que carrega uma forte influência da fase psicodélica do The Temptations. Com seu vozeirão de rachar o concreto (como bem definiu, Regis Tadeu) e a devoção quase religiosa com a qual ele se entrega nas canções ele tornou seus discos o que de melhor o Soul produz atualmente.

Sua junção ao grupo, Menahan Street Band, foi um grande casamento, já que o grupo criou arranjos espetaculares que somados a voz de Charles se destacam imediatamente. Você pode comprovar isso ao ouvir a alegre e sinestésica "You Put The Flame On It" que não vai permitir que você fique parado. E como ficar inerte perto da potência da triste e autobiográfica "Why Is It So Hard?" cantada a plenos pulmões?



A pungência de uma interpretação triste é observada novamente na sensacional "Victim Of Love" que conta apenas com backing vocals, acompanhamento de violão e um discretíssimo teclado. Ele não tem
medo de se aproximar das tendências mas modernas da música negra como podemos ver na "The World (Is Going Up In Flames)". Para abrir seu mais novo trabalho temos a acessível e grudenta "Strictly Reserved Of You", uma das minhas preferidas.

Para quem gosta de baladas "Lovin You Baby" é um excelente pedida, carregada de emoção varia entre momentos mais delicados até momentos de pura explosão vocal. A banda é boa mesmo? Basta verificar a excelente "Dusty Blue" que mesmo dentro de um disco onde o vocalista é a principal estrela, consegue se destacar como uma das melhores faixas do disco sendo instrumental.

Charles Bradley manda um recado para aqueles que adoram dizer que a música está morta, um disco sensacional que compete bem com lançamentos dos grandes ícones do Soul em pleno 2013. Será que a música que morreu ou será que foram eles que morreram para a música?

Seu mais novo disco fecha com "Throug The Storm" que é um agradecimento a todos aqueles que o ajudaram a chegar onde ele está agora: "I thank you/For helping me through the storm/I thank you/For helping me carry on… through the storm". Que a sua carreira não acabe tão cedo, mas com o seus dois últimos discos ele já marcou a música negra contemporânea. 

Victim Of Love configura desde já na listados melhores lançamentos de 2013.

25 de mai. de 2013

Algumas das minhas músicas favoritas de 2013

Soilwork - Tongue


Benjamin Grosvenor - Rhapsody in Blue
http://www.linnrecords.com/recording-rhapsody-in-blue--saint-s-ens--ravel--gershwin.aspx

Avantasia - Where Clock Hands Freeze


Amaranthe - The Nexus


Ghost - Year Zero 


Blutengel - All These Lies


Helloween - World Of War


Justin Timberblake - Suit & Tie


Alice Russel - Heartbreak


Ben Harper and Charlie Musselwhite - You Find Another Love



                                     


Charles Bradley - Victim Of Love

 


Cult Of Luna - I, The Weapon


Mayer Hawthorne feat Jessie Ware - Her Favorite Song



15 de fev. de 2013

Melhores Álbuns de 2012 Parte 3 - (Arthur)

Eaeeeeee manolada!!! Finalmente a última parte da minha lista, acho que consegui ouvir todos os cd's de 2012 que eu tinha aqui empacados, então vamos a lista:

te' - 音の中の「痙攣的」な美は,観念を超え肉体に訪れる野生の戦慄。
te'! Essa sílaba foi minha descoberta do ano, banda de japas que tocam post-rock instrumental, até aí tudo normal, porém o deferencial é que eles realmente tem algo de rock no som, e diferente de 80% das bandas do estilo eles não ficam naquele clima de melancolia e tristeza pura, você também encontra passagens "felizes" ou "esperançosas", uma ótima banda e pra mim o melhor álbum deles.
Nota: 9,5

Wintersun - Time I
Pra quem acompanha o blog desde o início, o debut do Wintersun foi minha primeira publicação aqui, é um dos meus discos favoritos de todos os tempos, sou um grande tarado fã da banda e dos músicos que a compõe. Após cerca de 6 anos de espera eis que surge essa magnífica obra, um dos discos mais épicos e bonitos que já ouvi na vida! Simplesmente outro nível de metal e produção, e Jarii já prometeu que Time II será ainda mais épico!
Nota: 10

Cannibal Corpse - Torture
Já resenhado! Link aqui
Nota: 9,5

Baroness - Yellow & Green
Tava todo mundo falando desse maldito cd na internet, aí eu pensei "não deve ser lá essas coisas... aposto que vou perder meu tempo ouvindo isso" aí eu ouvi... E tem duas semanas que ainda estou ouvindo, É MUITO PERFEITO!!!!!!!!
Nota: 10

É negadis... acabou! Essa ficou mais curta mas é porque eu tive muitas decepções desses discos de 2012... provavelmente devo listá-los depois. Então fiquem com essa musiquinha e até!

13 de fev. de 2013

Como é a vida sem downloads

Acreditem, não é legal depender da boa vontade do youtube para ouvir novos discos que vem saindo por ai. Primeiro que você acaba ouvindo os novos lançamentos quando eles ficam velhos e na hora que os users do youtube querem e não na hora que você quer.

O youtube é constantemente patrulhado e se ontem o disco novo da Alice Russell estava disponível para audição, hoje eu só tinha direito a 3 músicas do total de 14. E o tempo de carregamento? É de acabar com qualquer esperança de ouvir o disco.

Quero ouvir o novo do Stratovarius, Audrey Horne e esse da Alice Russell, entretanto dependo de uma santa alma abençoada  que poste os vídeos no youtube ou em qualquer outro canal. Por hora ouvi apenas 4 discos sendo que um deles será resenhado em breve.

Ouvindo recentemente o Vertikal do Cult Of Luna, o The Savage Playground do Crashdiët e o Mission da Bartoli. Desses só pretendo resenhar o do Crashdiët no Santuário em breve.

11 de fev. de 2013

Comentários sobre o Grammy

Nem vou entrar no mérito em que se avalia quem as listas ignoraram, pois senão o post seria infinito.

Record Of The Year
Gotye featuring Kimbra - Somebody That I Used To Know

Galera eu nem acho essa música pavorosa, entretanto vocês precisam estar cientes que ela concorria com a excelente "Lonely Boy" do ascendente The Black Keys e com a ótima "Thinkin Bout You" do grande, Frank Ocean, que teve seu disco incensado por grande parte da crítica especializada e eu também o achei excelente (relembre meu top 10 do ano passado).

Minha música escolhida seria a de Ocean devido a pungência da interpretação e a atmosfera que mescla elementos de diversos gêneros com muita elegância. O The Black Keys também merecia essa e não estranharia se eles ganhassem do Frank.

Do outro lado dos "perdedores" temos a ridícula "Stronger" a qual me abstenho de comentar agora (você pode ver o que eu acho dela nesse link) e a manjada "We Are Young" que é uma faixa mediana e que devido a sua aparição nas rádios mainstream já torrou minha paciência. Não gosto da música que indicaram da Taylor Swift, acho que o Red tem músicas melhores.

Gotye evidentemente não tinha calibre para competir com Ocean e o The Black Keys, a canção dele no entanto bate tranquilo as do Fun, Kelly Clarkson e até a Taylor Swift nessa categoria. O fato dele ter ganhado permanece como um mistério para mim.

Minhas escolhas:  1- Frank Ocean (vencedor)
                                2- The Black Keys
                                3- Gotye
                                4- Taylor Swift
                                5- Fun
                                 6- Kelly Clarkson

Album Of The Year
Mumford & Sons - Babel

Até agora estou pasmo com essa premiação esquisita, tudo bem que dessa vez eu não conheço todos os indicados, mas tem certeza que em um ano onde temos um disco do nível do Channel Orange, Blunderbuss, El Camino esse disco tinha alguma chance de vencer? O engraçado é que eu não ouvi nunca ninguém falando nada desse grupo, portanto acabo pensando que eles quiseram surpreender os expectadores e conseguiram, só não sei se foi para o lado positivo.

Colocar o patético Some Nights nessa categoria, só colocar, mostra o quão equivocadas são as escolhas desse ano em diversas categorias. Eu confesso que não ouvi o Babel, mas essa premiação está me cheirando mal.

Minhas Escolhas: 1- Frank Ocean
                               2- Jack White
                               3- The Black Keys
                           

Song Of The Year
Fun. Fearturing Janelle Monaé - We Are Young

Achei essa categoria muito fraca para falar a verdade, tanto que nem a comentaria se ela fosse uma categoria segundaria. Para começar vamos falar desse Ed Sheeran que eu vi em uma porção de categorias. Seu timbre de voz se assemelha ao pavoroso James Blunt e sua canção é um dos chororôs mais aborrecidos que ouvi nos últimos dias. Tem potencial no entanto para aparecer nas caprichos da vida e virar ídolo de meninas debilóides por ai.

"Call Me Maybe" não é uma das piores coisas que eu já ouvi nas rádios (a concorrência é muito grande), mas está muito longe de merecer algum prêmio (além de música chiclete do ano concorrendo com a horrível "Gangnam Style"). Vou ignorar a presença de Clarkson e destacar a boa "Adorn" do cantor, Miguel, que apresenta um som que lembra bem essa nova safra de rappers que sabem explorar com elegância outros estilos musicais a fim de enriquecer sua sonoridade.

Era obvio que o Fun ia ganhar, claro que não merecia, apesar de que nessa categoria as escolhas estavam tão fracas que até dá para compreender sua vitória.

Minhas Escolhas: 1- Miguel
                               2- Fun
                               3- Carly Rae Jaspen
                               4- Ed Sheeran
                               5- Kelly Clarkson

Best New Artist
Fun

Essa categoria é umas das mais bizarras do Grammy visto que muitos dos seus indicados não são novos e sim bandas velhas que só agora foram conhecidas. O Fun tem 5 anos de carreiras e dois discos e Frank Ocean 6 anos de carreira e dois discos também.

Nesse caso só quem sobra são os The Lumineers que fizeram uma apresentação bacana no Grammy, o ótimo Alabama Shakes que ao meu ver lançou o melhor disco de uma banda iniciante no ano passado e o tal do Hunter Hayes que é um daqueles garotos bonitos que as gravadoras alçam para atrair a atenção do público feminino comprador de caprichos e que é tão country quanto o Luan Santana é sertanejo.

Tudo bem, vamos pelos critérios do Grammy, nesse caso a minha escolha é obviamente o Frank Ocean, a vitória do Fun foi um dos maiores embustes que eu já presenciei, o único prêmio que esse grupo realmente merecia era o de "banda coxinha do ano".

Minhas Escolhas: 1- Frank Ocean
                               2- Alabama Shakes
                               3- The Lumineers
                               4- Hunter Hayes
                               5- Fun


Best Hard Rock/Metal Perfomance
Halestorm - Love Bites (So Do I)

Gostei da escolha, apesar de não ter ouvido o disco dessa banda (não achei para baixar na epóca), a música é excelente e esse grupo é um murro na cara daqueles que adoram falar da morte do rock. Meu favorito no entanto era "Ghost Walking" do Lamb Of God, uma canção que mostra como o grupo norte americano evoluiu para melhor em sua carreira e hoje podemos dizer que eles são umas das melhores bandas desse gênero de qualidade heterogênea que é o metalcore.

Gosto muito das músicas indicadas do Anthrax e do Megadeth, mas eu estranho até hoje o fato do Grammy de 2012 premiar coisas de 2011 (como são atrasados...). "Blood Brothers" é uma canção bacana e tal, mas não tinha chance e o que dizer da presença constrangedora de Marylin Manson que lançou  ano passado o fraquíssimo Born Villain (devidamente dissecado pelo Regis Tadeu)? Destoou completamente do resto.

Minhas Escolhas: 1- Lamb Of God
                               2- Halestorm
                               3- Anthrax
                               4- Megadeth
                               5- Iron Maiden
                               6- Marylin Manson

Best Rock Song
The Black Keys - Lonely Boy

Acho estranho a presença de Muse e Mumford & Sons nessa categoria, já que ao meu ver o som que eles fazem é muito mais alternativo do que rock. Enfim, gostei dessa seleção a exceção de "I Will Wait" que não me desperta nenhuma emoção.

"Madness" é uma das melhores músicas do novo disco do Muse, que sempre grava canções radiofônicas muito boas para cada disco que lança (por exemplo: "The Resistance" "Time Is Running Out"). Se no disco anterior as influências eram sinfônicas nesse novo as influências são eletrônicas, o que mostra uma banda que não se aconchega em uma formula exata.

Meu favorito é o rap blues que Jack White faz em "Freedom At 21", uma das melhores faixas de Blunderbuss. Outra boa faixa é a "We Take Care Of Own" de um artista que eu criminosamente ignorei ano passado, Bruce Springsteen. Contudo o prêmio dado ao The Black Keys é justo.

Minhas Escolhas: 1- Jack White
                               2- Muse
                               3- The Black Keys
                               4- Bruce Springsteen
                               5- Mumford & Sons

Best Rock Album
The Black Keys - El Camino

Essa foi uma ótima seleção de bons discos de música (porque considerar Muse e Coldplay bandas de rock continua indigesto para mim). Gosto do Mylo Xyloto do Coldplay que mantém ao meu ver a qualidade dos outros álbuns só que dessa vez eu achei o som mais divertido e menos messiânico do que nos discos anteriores (uma mudança deveras interessante).

Ainda não ouvi o do Muse inteiro, mas pelo tanto que ouvi acho que ele justifica o fato do grupo estar ao lado desse time estelar. O novo disco foi muito bem recebido e mostra um grupo ousado como disse antes. Passei batido pelo o do Bruce, como deixei explicito nesse post.

Minha preferência mais uma vez recai sobre o excelente Blunderbuss de Jack White que é um disco deveras completo.

Minhas Escolhas: 1- Jack White
                               2- Coldplay
                               3- Muse

Obs: Os outros eu não ouvi para julgar, mas tenho quase certeza que são melhores que o disco do Coldplay.

Best Rock Perfomance
The Black Keys - Lonely Boy

Esse Mumford & Sons já tá enchendo o meu saco, o que esse grupo tem de tão especial assim? Nem lembro de ninguém ter falado nada deles e eu ouvi umas coisas deles e achei o grupo tão normalzinho. Enfim como vocês estão vendo, o grupo The Black Keys não perdoou ninguém nas categorias que disputou e realmente esse foi merecido (Já estou pensando em comprar o El Camino).

Meu preferido era o Alabama Shakes que como já disse, gravou um dos melhores discos do ano passado e essa música em especial é uma das melhores e mostra a versatilidade da excelente Britanny Howard. Não muito longe temos "Charlie Brown" que é uma das minhas músicas favoritas do disco de 2011 do Coldplay.

Não conhecia, mas gostei muito dessa música do Bruce Springsteen.

Minhas Escolhas: 1- Alabama Shakes
                               2- The Black Keys
                               3- Coldplay
                               4- Bruce Springsteen
                               5- Mumford & Sons

Best Pop Solo Performance
Adele - Set Fire To The Rain

Essa estava na cara, em uma das piores seleções que eu vi nesse Grammy, a Adele era a única escolha minimamente decente. Eu tenho uma irmã que é completamente louca pela Katy Perry e eu até estava torcendo para que a Katy Perry ganhasse por causa dela (mesmo sabendo que as chances eram praticamente nulas), enfim deu no que deu e ela foi dormir muito mal humorada.

Eu tenho essa performance premiada da Adele e confesso que nem a acho tão boa assim, pois a Adele evita o sobre-agudo no finzinho da música o que é deveras irritante. Não odeio "Wide Awake", mas é uma canção mediana até para os padrões da Katy Perry; a atmosfera é interessante, mas a batida é chata e as melodias vocais são muito manjadas (mesmo a ponte que geralmente é o ponto alto das músicas delas, nesse caso é bem convencional), isso sem falar que a Katy Perry desafina quando canta essa música ao vivo.

As outras escolhas são tão patéticas que nem dá vontade de comentar, mas vamos lá: "Call Me Maybe" é um pop bem feito com um refrão pegajoso, apesar disso o timbre adolescente de Carly é bem aborrecido.  A Rihanna que lança um disco pior que outro (os 2 últimos foram massacrados pela imprensa especializada) com a tediosa "Where Have You Been" que sintetiza todos os erros que ela comete na sua carreira: melodias vocais insossas e forçadas, clima pseudo-messiânico, toques repetitivos demais, diversos vícios do electropop americano (especialmente aquela batida que eu apelidei carinhosamente de "toque do caranguejo" que já aparece em músicas do Justin Bieber).

Minhas Escolhas: 1- Adele
                               2- Katy Perry
                               3- Carly Rae Jaspen
                               4- Kelly Clarkson
                               5- Rihanna

Best Classical Vocal Solo
Reneé Fleming - Poémes

Por fim vamos falar de ópera. Nessa categoria minhas apostas deram resultado, alguém lembra que eu apontei tanto o disco vencedor quanto o seu principal concorrente? Pessoalmente prefiro o Clair De Lune da Natalie Dessay que mais uma vez gravou um excelente disco (em 2011 gravou um disco sensacional dedicado a ópera Guilio Cesare de Haëndel).

Reneé Fleming mereceu, seu disco foi muito elogiado e sua interpretação de "Shéhérazade" foi magistral, já as outras partes eu não gosto tanto assim.